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Justiça confirma laudo que aponta plena capacidade de mãe acusada de matar gêmeas no RS e mulher pode ir a júri

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30 de Outubro de 2026 às 03:00
4 min de leitura
Justiça confirma laudo que aponta plena capacidade de mãe acusada de matar gêmeas no RS e mulher pode ir a júri

Laudo descarta insanidade e mãe acusada de matar filhas gêmeas poderá responder por crime O laudo psiquiátrico judicial que concluiu que a mãe acusada de matar as filhas gêmeas tinha condições mentais de responder criminalmente pela morte das crianças foi homologado pela Justiça e o processo criminal, que estava suspenso para a realização da perícia, foi reativado. Gisele Beatriz Dias, de 44 anos, é ré por duplo feminicídio. As gêmeas Manuela e Antônia Pereira, de 6 anos, morreram em um intervalo de oito dias em Igrejinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, em outubro de 2024. 🔍 Imputável é a pessoa que possui plena capacidade mental e idade legal (maior de 18 anos no Brasil) para entender, no momento do crime, o caráter ilícito do ato. Já inimputável é a pessoa que não tem capacidade de entender o ato, devido a doença mental, desenvolvimento mental incompleto ou por ser menor de 18 anos. Em casos em que não se pode aplicar pena, a Justiça determina medida de segurança, como tratamento psiquiátrico. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O documento foi juntado ao processo em 1º de outubro. O juiz Diogo Bononi Freitas declarou que Gisele era "plenamente imputável à época dos fatos apurados" e determinou o prosseguimento da ação penal. O juiz pediu a manifestação do Ministério Público do estado (MPRS) e da defesa da ré. Na sequência, será preparado o julgamento pelo Tribunal do Júri. Porém, a data do júri ainda depende desses trâmites. Manuela e Antônia Pereira, de 6 anos, morreram em um intervalo de oito dias em Igrejinha Reprodução/Redes sociais 'Traz um certo tipo de alívio', diz tia Em entrevista à RBS TV no início deste mês, a tia das meninas, Graziela Pereira, disse que a família ainda tenta superar a perda. "Foram os dois anos mais desafiadores da nossa vida". Com a divulgação do laudo, ela espera por justiça: "Traz um certo tipo de alívio. Por pensar que, da mesma forma que as meninas não tiveram poder de escolha naquele momento, quem fez isso com elas também não vai ter o poder de escolha, porque agora ela vai para a júri". Mãe está presa há dois anos O Ministério Público sustenta que Gisele teria matado as filhas por sufocamento. A mulher segue presa. A morte da primeira vítima, Manuela, aconteceu em 7 de outubro de 2024. A irmã, Antônia, morreu no dia 15 de outubro de 2024, data em que a mãe foi presa. A mulher foi denunciada pelo MPRS e virou ré na Justiça, que determinou em julho de 2025 que ela fosse a júri. A defesa recorreu, e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização do exame de insanidade mental. Para cumprir a determinação, em novembro do ano passado, a Justiça instaurou o incidente e o processo foi suspenso. Quase um ano depois da suspensão, no último dia 25 de setembro, saiu o laudo do Departamento Médico Judiciário que concluiu que ela era imputável. No laudo, a psiquiatra designada pelo Departamento de Perícias Judiciais do Tribunal de Justiça do RS resumiu: "Não foram identificados elementos técnico-psiquiátricos capazes de demonstrar que, à época dos fatos, eventual transtorno mental tivesse abolido ou reduzido significativamente a capacidade da pericianda de compreender o caráter ilícito de suas condutas." O documento registra histórico de transtorno depressivo e abuso de medicamentos. Relembre o caso Manuela foi encontrada desacordada em casa, onde estava com a mãe. Ela foi levada ao hospital, mas já chegou morta. A suspeita inicial era de infarto. Oito dias depois, Antônia foi encontrada também desacordada em sua cama. O Corpo de Bombeiros atestou o óbito no local. O depoimento do profissional de saúde levou a polícia a pedir a prisão temporária da mãe. LEIA MAIS: 'A única coisa que eu dei para elas foi amor', disse pai de gêmeas Veja a cronologia do caso As perícias realizadas nos corpos das gêmeas não identificaram veneno nos restos mortais e a causa da morte não pôde ser determinada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). Foram testadas mais de cem substâncias químicas no sangue e restos mortais das vítimas, como rins, pulmões e cérebro. Os exames buscaram medicamentos sedativos, pesticidas e venenos, como arsênio, mas todos deram negativo. Gêmeas morreram com oito dias de diferença Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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